Medos…

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[Imagem retirada do Google]

Confesso que a muito tempo não pensava no meu passado, o que eu fiz, o que eu vivi, as decisões que tomei… Enfim, tudo o que aconteceu. E muito menos parei para pensar sobre amor. Logo eu, que era a pessoa que mais pensava sobre o assunto.

Verificando sobre algumas postagens que já realizei aqui no meu cantinho tão amado (acreditem nisso, afinal, ele me ajudou em tantos momentos!), eu vi que já falei sobre meu primeiro amor, mas nunca sobre amores que me marcaram. Não sou uma pessoa que tem parado muito para pensar sobre o passado, afinal sempre levei a sério a famosa frase: “quem vive de passado é museu”. Mas quando eu paro para lembrar de algumas coisas, eu vou tão a fundo que até foto eu encontro – rsrs.

Encontrei um texto que recebi algum tempo atrás e uma frase me chamou muito a atenção, principalmente porque desta vez eu li aquele texto com outros olhos. A frase era:

“A coragem é uma das virtudes inerentes ao amor”.

E isso me fez pensar. Pensar quantas vezes eu não quis abrir mão de uma segurança, por outra que naquele momento eu achava que poderia ser melhor. O quanto conseguimos viver em uma zona de conforto justamente com o medo de se arrepender, perder ou sofrer por algo ou alguém. O quanto eu já tive medo de não ir pra frente com algo por estar assustada e com medo de avançar um limite que eu mesma criei, principalmente por mágoas ou feridas que ainda estavam abertas. Tive grandes problemas com relacionamentos durante minha vida, e todos deram errados. Eu sempre percebi que, diferente da minha mãe, eu era muito racional, e na única vez que eu decidi demonstrar o que eu realmente sentia eu senti uma tristeza enorme. E, além disso, analisei que o contexto de toda minha depressão se iniciou não somente por conta de um remédio (ele agravou a situação, mas não foi o principal causador), mas sim por conta de alguém. E eu não fui corajosa o suficiente para admitir pra mim mesma sobre isso na época.

Minha mãe sempre fala que nosso verdadeiro amor volta pra nos assombrar, e eu acho que ela está correta – principalmente hoje, com as redes sociais e se você morou em uma cidade que como a minha, todo mundo se conhecia, a maior parte das vezes não tem como você evitar. E durante esses pensamentos e divagações nos últimos dias eu parei para analisar um relacionamento repentino que eu tive, e percebi que naquele momento o que eu mais tive foi medo… Simplesmente e unicamente, medo. Medo de me decepcionar de novo, de me arrepender de novo, de ter que reabrir uma ferida que eu tinha costurado no dia 31 de Dezembro do ano anterior. Medo de gerar uma expectativa que eu não poderia, talvez, suprir. Medo de não ser boa o suficiente como já me fizeram pensar que eu não era. Medo de não ser aceita como sou. Medo de me julgarem pelas escolhas que eu fiz ou faço.

E tudo que gira em torno do tema “Amor” para mim se torna complexo.

Tanto que eu sou a pessoa menos adequada para dar conselhos amorosos para as pessoas, porque, depois de um tempo, pra mim tudo se tornou racional, não emocional. E isso me faz pensar e tentar entender em que momento da minha vida que eu parei de ser aquela moça que era apaixonada por tudo, que gostava de ficar sentada em uma praça por sentir a felicidade de ver o movimento e saber que o mundo estava prosseguindo mesmo com ela sentada ali, no seu mundinho? Em que momento eu parei de ser aquela pessoa que chama alguém de amor e passou a chamar pelo nome? Em que momento eu parei de gostar de ver filmes românticos e comecei a ver filmes mais pesados e que não entrasse em um contexto tão melancólico? Em que momento eu parei de ouvir músicas que são românticas só para não querer chorar?

Eu tenho que admitir que, até o presente momento, eu não faço ideia.

É um momento de me redescobrir, de me reencontrar.

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